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Semana Nacional Universitária: Debate de um projeto para o Brasil

A “Semana Nacional Universitária: Debate de um projeto para o Brasil” aconteceu de 22 a 25 de maio de 2018 no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará.
O evento tem como propósito mobilizar a comunidade acadêmica e sociedade e promover o diálogo sobre o atual cenário brasileiro, os desafios sociais, políticos e econômicos e o papel das universidades no desenvolvimento do país.

As atividades trouxeram a Fortaleza grandes nomes do cenário científico brasileiro, intelectuais e atores sociais para dialogar com integrantes da Universidade Federal do Ceará e o público em nove grandes painéis temáticos.

Realização: Andifes, UFC. Apoio: Adufc, FCPC, Instituto Dragão do Mar. Parceria: IFCE, UFCA, Une, Unilab.

Disponibilizaremos, os áudios de algumas palestras que marcaram a Semana Nacional Universitária.

  • Dia 22 de maio:  “Universidades públicas e o projeto nacional de desenvolvimento”

Prof. Jesualdo Farias: Ex-reitor da UFC, Ex-presidente da ANDIFES, Ex-secretário da SESU/MEC e Pesquisador Bolsista de Produtividade do CNPQ;
Prof. Henry de Holanda Campos: Reitor da UFC;
Prof. Ricardo Ness: Reitor da UFCA

  • 23 de maio de 2018: “Estado Brasileiro, regime político e reconquista da democracia”

João de Lira Neto: Jornalista e Escritor;
Prof. Jawdad Abu-El-Haj: Professor do DSC/UFC;
Prof. Newton Menezes Albuquerque: Professor da FADIR/UFC

  •  23 de maio: ” Educação e política de ciência, tecnologia e inovação”

Prof. Abílio Afonso Baeta Neves: Presidente da CAPES;
Prof. Tarcísio Pequeno: Presidente da FUNCAP;
Prof. Antônio Gomes: Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFC

  • Dia 23 de maio: “Garantia dos direitos sociais e redução das desigualdades sociais”

Tiago Falcão Silva: Secretário Nacional de Renda de Cidadania / Ministério do Desenvolvimento Social;
Profa. Ana Paula Araújo de Holanda: Diretora Geral da Agência de Cidadania Responsável e professora da UNIFOR;
João Joaquim de Melo Neto: Coordenador da Rede Nacional de Bancos Comunitários/Instituto Banco

  • Dia 24 de maio: “Organização das cidades (segurança pública e superação da violência)”

Profa. Joana Domingues Vargas: Professora do NEPP-DH/UFRJ;
Prof. Luiz Fábio da Silva Paiva: Professor do LEV/UFC;
Prof. Geovani Jacó de Freitas: Professor do COVIO/UECE

  • Dia 24 de maio: “Organização das cidades (Juventude e cultura)”

Juca Ferreira: Secretário de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte/MG e Ex-ministro da Cultura do Brasil;
Prof. Custódio Almeida: Vice-reitor da UFC;
Prof. Paulo Linhares: Professor da UFC e Diretor do Instituto Dragão do Mar;
Julio Brizzi Neto: Coordenador de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de Fortaleza

  • Dia 25 de maio: “Organização das cidades “Mobilidade urbana e moradia)”

Prof. José Borzacchiello da Silva: Professor do Departamento de Geografia/UFC;
Prof. Irapuan Peixoto Lima Filho: Professor do LEPEC/DSC/UFC;
Prof. Renato Pequeno: Professor do PPGAU+D/UFC

Fonte: ADUFC e Rádio Universitária FM

https://soundcloud.com/rduniversitariafm

Postado por: Taís Marinho

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Livro editado pela Edições UFC é finalista da 59ª edição do Prêmio Jabuti

O livro Histórias de pedagogia, ciência e religião: discursos e correntes de cá e do além-mar, da coleção História da Educação, editado pelas Edições UFC, é um dos finalistas do Prêmio Jabuti 2017.

Organizada por Maria Juraci Maia Cavalcante, Patrícia Helena Carvalho Holanda, Francisca Geny Lustosa e Roberto Barros Dias, a obra traz recortes temáticos e marcos importantes para o estudo da educação brasileira através da análise de discursos e práticas pedagógicas intercontinentais no contexto contemporâneo. O livro contou com o trabalho de revisão da servidora Leonora Vale de Albuquerque e tem arte-final de Val Macedo.

Pelo segundo ano consecutivo um trabalho da coleção História da Educação, das Edições UFC, é finalista do Prêmio Jabuti. Na edição anterior o indicado foi o livro Histórias de mulheres: amor, violência e educação, organizado por Maria Juraci Maia Cavalcante, Patrícia Helena Carvalho Holanda e Zuleide Fernandes de Queiroz.

Uma realização da Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti está em sua 59ª edição. Atualmente é a maior premiação do livro no País e conta com 29 categorias. O finalista das Edições UFC concorre na categoria “Educação e Pedagogia”.

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Postado por Suzana Mesquita – bolsista OPP

UFC lança Agência de Notícias para divulgar pesquisas científicas e extensão

Para divulgar pesquisas científicas realizadas na UFC, a Universidade lançou uma agência de divulgação científica, possibilitando que os trabalhos realizados dentro da academia perpassem o seu espaço.

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A Universidade Federal do Ceará lança oficialmente, nesta quarta-feira (23), a Agência UFC de Notícias, novo canal de divulgação dos projetos de pesquisa e ações de extensão. O objetivo da ferramenta, em formato on-line, é disseminar o conhecimento científico, tecnológico e extensionista produzido pela Universidade.

A Agência UFC conta com reportagens em textos, fotos, vídeos e programas de rádio, que poderão ser republicadas livremente por qualquer veículo de comunicação, grupos de pesquisadores, estudantes, instituições e empresas.

O material estará disponível no site www.agencia.ufc.br e será atualizado, semanalmente, com pesquisas e projetos de extensão de diferentes áreas da Universidade. As reportagens também estarão disponíveis em uma newsletter, que pode ser assinada, gratuitamente, no próprio site da Agência.

“O projeto é mais um passo no sentido de mostrar para a sociedade o que a Universidade produz de importante, da pesquisa com medicamentos ao gerenciamento dos recursos naturais, passando por projetos que envolvem tecnologia de ponta e outros que trabalham com ações sociais. Há um universo aqui dentro e ele precisa se expandir, inclusive no contexto de internacionalização da Universidade”, diz o Prof. Nonato Lima, titular da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional, unidade responsável pelo projeto.

As matérias em vídeo são da UFCTV e as reportagens em áudio, da Universitária FM. O site foi desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI).

Publicado em Portal UFC

Postado por Suzana Mesquita – bolsista OPP

Funcap lança edital de R$ 3 milhões para estímulo à cooperação científica e desenvolvimento da pós­-graduação

Em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Funcap lança o Edital 04/2017 – Estímulo à cooperação científica e desenvolvimento da pós­-graduação. O objetivo da iniciativa é fortalecer o ensino de pós­-graduação stricto sensu (programas de mestrado acadêmico e doutorado) no Ceará, visando prover recursos humanos qualificados para a pesquisa científica, tecnológica e de inovação. O apoio  será por meio do financiamento de despesas de custeio e de bolsas.

 

As propostas aprovadas serão financiadas pela Funcap com recursos no valor global de R$ 3 milhões, com valor máximo de custeio de R$ 120 mil cada projeto. Além disso serão concedidas até 125 bolsas de mestrado (75 da Capes e 50 da Funcap). O prazo máximo de execução é de 36 meses.

Podem apresentar propostas programas de pós­-graduação stricto sensu das modalidades mestrado e doutorado, que sejam recomendados pela Capes e estejam em funcionamento no Estado do Ceará. Eles devem estar previamente cadastrados na Plataforma Montenegro e não podem possuir projetos vigentes nos editais 05/2014 – Fase 2 e 03/2015 – Estímulo à cooperação científica e desenvolvimento da pós-­graduação Funcap/Capes.

Cronograma
– Data limite para submissão das propostas: 28 de setembro de 2017, até às 17h;
– Divulgação dos resultados no site da Funcap: a partir de 14 de novembro de 2017.

Confira o edital: http://montenegro.funcap.ce.gov.br/sugba/edital/300.pdf

Mais informações sobre o edital e sobre o preenchimento do Formulário de Proposta online podem ser obtidas pelo email estimulo@funcap.ce.gov.br ou pelos telefones (85) 3275­-9475 e 3275-­9274 de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Publicado em Funcap.ce.gov

Postado por Suzana Mesquita – bolsista OPP

O PROJETO DO CURSO DE ECONOMIA ECOLÓGICA DA UFC: DA ELABORAÇÃO AO ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL

O Observatório de Políticas Públicas traz um artigo do Professor Aécio Alves sobre o curso de Economia Ecológica da Universidade Federal do Ceará (UFC). O texto fala das motivações e dificuldades na criação de um novo curso, além das concepções gerais da Economia Ecológica.

Para ler o artigo, clique aqui.

Postado por Suzana Mesquita – bolsista OPP

Rádio Debate – Gestão de ecossistemas costeiros e mudanças globais

Os ecossistemas marinho-costeiros interligam continente, oceano e atmosfera. Sua utilização inadequada pode gerar impactos tanto no bioma como nas relações socioeconômicas que se desenvolvem nesses espaços.

Diante da exploração intensiva dos ecossistemas e das mudanças globais decorrentes, é necessário pensar modelos de gestão sustentável para enfrentar os problemas que afetam os ambientes costeiros e marinhos.

Por isso, o Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará volta a realizar a Escola de Altos Estudos. Sua finalidade é analisar as influências dos fenômenos globais nos ecossistemas marinho-costeiros locais.

Participaram do programa:

– Jeovah Meireles, coordenador da Escola de Altos Estudos da Universidade Federal do Ceará, professor do Departamento de Geografia e dos Programas de Pós-graduação em Geografia e Prodema;
– Marcelo Oliveira, pesquisador do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR/UFC) e do Programa de Pós-graduação em Ciências Marinhas Tropicais da Universidade Federal do Ceará (UFC);
– Isabel Ruiz, pesquisadora da Universidade Autônoma de Barcelona e do Instituto de Ciências e Tecnologia Ambiental (ICTA);
– Sérgio Rossi, pesquisador da Universidade Autônoma de Barcelona e do Instituto de Ciências e Tecnologia Ambiental (ICTA).

Publicado em Rádio Universitária

Postado por Suzana Mesquita – bolsista OPP

Geografia pesquisa em parceria com Peter Rosset, referência mundial em Agroecologia

O Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará vem, em parceria com o pesquisador Peter Rosset, do El Colegio de la Frontera Sur (ECOSUR), massificando a Agroecologia no Ceará através de pesquisas e formações.

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Uma experiência de massificação da Agroecologia no Estado do Ceará é o foco de pesquisa que vem sendo elaborada no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará em parceria com o pesquisador Peter Rosset, do El Colegio de la Frontera Sur (ECOSUR), em San Cristóbal, México.

Referência mundial na pesquisa em Agroecologia, Rosset, com o Prof. Amaro Alencar, do Curso de Geografia, objetivam investigar as iniciativas de produção agroecológica no Assentamento da Reforma Agrária Santana, no município de Monsenhor Tabosa.

Assessor da organização internacional Via Campesina, Rosset trabalha no acompanhamento dos processos de Agroecologia na América, Ásia, África e Europa. Aqui no Ceará, o pesquisador, além de analisar as atividades do Assentamento Santana, promoverá formações aos assentados, nas quais será abordada a metodologia de camponês a camponês.

Pela primeira vez aplicada no Ceará, a metodologia consiste no intercâmbio e compartilhamento de conhecimentos entre os próprios agricultores. “Vamos ter aqui no Ceará, durante um ano, uma pessoa que é referência e participou de um projeto metodológico que se pauta no conhecimento horizontal. Uma coisa fundamental a que o Prof. Peter se dedica é a educação, como você pegar a escola e ter um processo de aprendizagem vinculado a essa Agroecologia que mantém o jovem no campo”, destaca o Prof. Amaro Alencar.

Como detalha Rosset, a ideia é realizar cursos breves sobre Agroecologia nas escolas de ensino médio e fundamental para um público de professores e integrantes de movimentos sociais da região. Uma das contempladas será a Escola de Ensino Médio Florestan Fernandes, que fica no Assentamento Santana.

“Temos um problema grave no campo, no Brasil e no mundo todo, que é a saída da juventude do campo para a cidade. Nesse sentido, é muito importante a escola de educação do campo, pois precisamos, como sociedade, que alguém fique no campo. Se o campo não planta, a cidade não janta, portanto estamos apostando na juventude. Já fizemos visitas, e as formações iniciam em janeiro de 2018”, comenta.

Além da proposta de socialização das boas práticas em Agroecologia, a pesquisa vai atentar para o uso da água e a convivência com o semiárido.

“Acho que no semiárido a Agroecologia é a principal alternativa, pois a produção agroecológica pode ser feita com até 10% da água que você precisa para uma produção convencional. O agronegócio já fez muito deserto verde de soja e cana em outras regiões do Brasil e agora está chegando ao Nordeste. Então, para não cairmos no mesmo erro, precisamos utilizar as práticas agroecológicas com muito menos água e sem causar danos ao solo”, complementa Rosset.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – fone: 85 3366 7331

Notícia: Portal da Universidade Federal do Ceará

Publicado por Suzana Mesquita – bolsista OPP

ANDES se posiciona contra os cortes de verba de C&T

O Observatório de Política Públicas traz uma nota feita pela ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) se posicionando contra os cortes de verbas do complexo público de Ciência e Tecnologia nas universidades públicas.

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Nota da diretoria do ANDES-SN contra os cortes das verbas de C&T
Por uma ciência e tecnologia a serviço do povo

O complexo público de Ciência e Tecnologia (C&T) brasileiro está em franco processo de
desmonte, a exemplo do que ocorre com as universidades públicas. Isto é expressão da política mais geral do governo ilegítimo de Michel Temer de destruição dos direitos sociais, humanos e trabalhistas. Além das previsões orçamentárias serem muito rebaixadas, seguindo as diretrizes do ajuste fiscal, o governo impõe cortes de verbas que praticamente inviabilizam o funcionamento das instituições federais de ensino superior, dos institutos públicos de pesquisa e agências de fomento e apoio à formação – caso do CNPq e da CAPES.
As despesas federais com o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações
(MCTI) vêm decaindo ano após ano, atingindo limites extremos nos dias atuais com o iminente risco de suspensão de obrigações assumidas pelo mais importante órgão de fomento à pesquisa vinculado ao ministério, o CNPq. O ano começou com uma previsão orçamentária de R$ 4,6 bilhões para a pasta e um contingenciamento de 500 milhões, o que implicava num montante para gasto de apenas 4,1 bilhões de reais. Este é o menor volume de recursos destinado ao ministério desde 2003 (R$ 5,9 bilhões), representando pouco menos da metade dos gastos de 2014 (R$ 8,5 bilhões) e 40% das despesas realizadas em 2010 (R$ 11,5 bilhões) a preços dejaneiro de 2017.
Os cortes vêm sendo aplicados sem qualquer discussão com a sociedade, com entidades
representativas do(a)s trabalhadore(a)s da área ou mesmo com as agências de fomento e as associações de cientistas. Trata-se de iniciativas autoritárias e ilegítimas, amparadas na maléfica e antissocial Emenda Constitucional 95 que impõe um teto aos gastos públicos ao mesmo tempo em que libera o pagamento de juros, amortizações e rolagem da dívida pública. No ano de 2016, 43,94% dos gastos totais da União foram para a dívida, enquanto para o financiamento de C&T destinaram-se apenas 0,24%. Isto evidencia que os cortes de verbas nas áreas sociais e no complexo público de C&T servem ao insidioso sistema da dívida pública, que gangrena o tecido social brasileiro.
A iniquidade dos contingenciamentos de verbas para a área de C&T não está apenas em que tais recursos estão sendo carreados para financiar a corrupção e engordar banqueiros e rentistas. A gravidade da situação se expressa, também, nos impactos devastadores que os cortes têm sobre vários programas e projetos de pesquisa em andamento. Tais atividades sofrerão descontinuidade, seja pela falta de recursos para aquisição de matérias primas, insumos, equipamentos e pagamento de pessoal, seja pela dispersão de grupos de pesquisadore(a)s ou mesmo pela “fuga de cérebros” para outras áreas ocupacionais ou para outros países.
Em preços de janeiro de 2017, as despesas federais com o CNPq foram da ordem de R$ 2,5 bilhões em 2013, caindo para R$ 1,3 bilhão em 2016, com o mesmo valor previsto para 2017.  Todavia, o órgão só foi autorizado a gastar 56% deste valor, o que equivale a R$ 730 milhões, montante já quase inteiramente consumido até o presente momento. Isto explica, por exemplo, a diminuição das bolsas de iniciação científica e tecnológica de 85.139 em 2014 para 54.621 atualmente. Na mesma direção, as bolsas de mestrado e doutorado no país decaíram de 26.573 para 23.312 no mesmo período. Situação mais grave ocorre com os auxílios à pesquisa que contam hoje com aporte de R$ 15,2 milhões contra R$ 631,6 milhões gastos em 2014. Se essa situação não for revertida, cerca de 105 mil beneficiado(a)s com bolsas e auxílios poderão ser penalizado(a)s, além de prejuízos para atividades outras em andamento.
Tal situação denota total descaso com o desenvolvimento científico e social do Brasil e é parte de um programa regressivo mais amplo expresso nas diferentes contrarreformas implementadas ou em via de aprovação, destacando-se: o “Novo Regime Fiscal” (EC 95/2016), a contrarreforma da previdência (PEC 287/2016), a contrarreforma trabalhista (Lei 13.467/2017) e a lei da terceirização (Lei 13.429/2017). O desprezo para com o complexo público de C&T é, também, parte do clima de obscurantismo e conservadorismo produzido pelas elites que tentam emplacar a agenda regressiva na sociedade brasileira.
Coerente com a histórica defesa de um complexo público de C&T voltado para os grandes
problemas da sociedade brasileira, o ANDES-SN saúda as iniciativas de parte da comunidade acadêmica e científica que vem se pronunciando contrária aos cortes orçamentários. Ao mesmo tempo alerta que os contingenciamentos orçamentários nessa área são parte de um programa regressivo em curso no país que precisa ser combatido em seu conjunto. Assim, a alternativa só pode ser forjada no fragor das lutas mais gerais do(a)s trabalhadore(a)s contra a agenda regressiva e para derrubar o governo ilegítimo de Michel Temer.
As ações políticas contra os cortes no orçamento e na defesa de mais recursos para C&T só fazem sentido se articuladas com a defesa dos direitos sociais e trabalhistas em processo acelerado de destruição. Devem também ter por tela um sistema público de ensino e produção de conhecimento científico e tecnológico voltado para os problemas cruciais da maioria da sociedade brasileira.

Brasília, 4 de agosto de 2017

 

Bolsas de iniciação científicas são cortadas na UFRJ

Nessa semana, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu uma confirmação através de uma reunião do Comitê PIBIC de que todas as bolsas do CNPq, voltadas à iniciação científica e tecnológica dentro da universidade, serão cortadas. A Pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa emitiu uma nota ressaltando a importância destas bolsas e o prejuízo que esse corte traz à educação superior.

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O Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reunido em sessão de 2 de agosto de 2017, vem a público expressar indignação com as notícias veiculadas em relação aos cortes no orçamento do CNPq e à suspensão do pagamento de bolsas de estudo. O programa de bolsas de iniciação científica e tecnológica é uma iniciativa única no mundo na formação de alunos de graduação, preparando gerações de pesquisadores e contribuindo para a soberania nacional. Os estudantes beneficiários têm a oportunidade de obter treinamento avançado em laboratórios de pesquisa,  preparo para carreiras inovadoras, e inserção na Pós-Graduação. Existente desde a fundação do CNPq, em 1951, o Programa de Iniciação Científica é um patrimônio da comunidade científica e de toda sociedade brasileira. Este Programa  nunca sofreu descontinuidade mesmo em momentos mais graves de crise econômica e durante governos de diferentes matizes ideológicas.
Em um momento em que nos deparamos com cortes já concretizados na CAPES, FAPERJ e outros órgãos de fomento, estas notícias causam enorme preocupação em relação à continuidade do PIBIC, uma vez que o CNPq é responsável pela concessão de 50% das bolsas de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT) na UFRJ.
Avaliamos que há um projeto político em curso, que se concretiza em um ataque e desmonte da Ciência e da universidade pública no Brasil, que acarretará prejuízos inestimáveis para toda a sociedade.
Repudiamos os cortes anunciados no orçamento do CNPq, compreendendo que estes inviabilizam a existência da própria agência e o futuro do país.
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa – PR-2
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ