Pelo direito de amar e ser feliz!

17 DE MAIO – DIA MUNDIAL E NACIONAL DE COMBATE À LGBTFOBIA

Autor: Ailton Lopes, presidente do PSOL Ceará, linguista crítico e bancário.

Faz apenas 30 anos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou as homossexualidades do rol de doenças.

Apenas 2 anos que fez o mesmo com relação às transexualidades.

Os poucos direitos conquistados por nós LGBTs são muito recentes, uma demonstração que, apesar dos avanços permitidos apenas por nossas lutas, ainda vivemos numa sociedade extremamente preconceituosa: machista, misógina, lgbtfóbica e racista.

O preconceito é violento e é acompanhado da ignorância, necessária para sua manutenção e reprodução. É o que vivemos de forma ainda mais cruel nos dias atuais em nosso país.

Um governo fundamentalista eleito e sustentado por um projeto que orienta uma cruzada contra nós e todas e todos aquelas e aqueles que não se enquadram em seu padrão reacionário e conservador. Um governo de morte.

Enquanto a guerra parecia ser contra “a militância feminista, lgbt, quilombola, negra, comunistas…” “em favor de um ‘Deus’ acima de tudo”, por “valores cristãos”, os demais pareciam não se importar e milhões votaram nesse projeto de morte.

Ditaduras e massacres existem não apenas por causa dos opressores, mas, sobretudo, por causa de seus cúmplices.

A lgbtfobia existe por causa de uma sociedade majoritariamente conservadora que considera a sexualidade de alguém um risco para seus valores, baseado numa doutrina da ignorância, do preconceito e do medo.

Muitas vezes a principal barreira do medo que nós LGBTs temos de superar é a própria “família cristã” que nos impõe o medo de sermos quem a gente é.

É preciso superar o medo, a humilhação e a dor provocados pelo preconceito para reconhecermos e assumirmos o orgulho de ser quem somos.

É uma luta que começa pelo direito à própria existência física mesmo. Vários e várias chegam a por fim à própria vida quando não são assassinados e assasinadas nas ruas ou dentro da própria casa.

É uma luta pelo direito de ser e de amar. É uma luta pelo direito a ter os mesmos direitos de todas e todos os demais.

Por isso, nossa luta não pertence apenas a nós, mas a todas e todos que lutam por uma sociedade sexo-diversa, de mulheres e homens livres!

#vivatodaformadeamar
#contraalgbtfobia

Postado Por: Das Chagas Martins

Data: 17/05/2020

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