A revolução permanente de Adelaide Gonçalves

Por Claudia Albuquerque, Igor de Melo, Michele Boroh.

REVOLUÇÃO PERMANENTE

Adelaide Gonçalves fala tudo muito b-e-m e-x-p-l-i-c-a-d-o. Fonemas claros como dias de dezembro, sílabas alinhadas feito lápis no estojo, frases ondulantes f-i-n-a-m-e-n-t-e construídas. Sintaxe perfeita, sem sobras, sem bolhas, sem cortes, como quem lê poemas de um bom autor português. Professora e pesquisadora do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), é uma mulher que insere ênfase máxima na prosódia, com o objetivo explícito de seduzir ouvintes, celebrando t-e-i-m-o-s-a-m-e-n-t-e as grandes paixões: história social das idéias, cultura libertária, movimento operário, anarquismo, feminismo, literatura latino-americana, os passos do livro e da leitura. Impossível desviar a atenção. Se não fosse professora, Adelaide se diverte pensando que seria atriz.

A dedicação febril aos estudos, porém, fez da candidata ao teatro uma historiadora nacionalmente reconhecida, cujo palco de estreia foi Tauá, onde nasceu em 1958. Fiha de seu Cesídio e de dona Vilanir – que até hoje faz a melhor galinha caipira do sertão dos Inhamuns –, Adelaide foi uma dessas garotas atrevidas, que desde cedo sabem se “colocar”: representante de turma, presidente do grêmio, participante de todos os dramas escolares. Cresceu entre as mínimas alegrias cintilantes de uma época com menos brinquedos e mais brincadeiras: tomar banho de chuva, ganhar um vestido novo feito pela mãe, aplaudir os incríveis artistas dos circos-poeira, ver um filme na União Artística Tauaense, ouvir as histórias da velha Teresa, colher flores para ornar vasos no alpendre da casa do avô.

E os livros. Devorou tudo o que havia na biblioteca da escola, mas lembra com afeto especial de “Vidas Secas”, por um motivo de ordem maior e sentimental: “Graciliano ter feito um céu para a Baleia foi imensamente comovedor”. A casa dos pais, típicos representantes da classe média interiorana, tinha a mobília básica, sem supérfluos, mas também uma estante de livros comprados a prestação do homem que vendia de porta em porta. Enciclopédias, obras de consulta, toda a coleção de “Retratos do Brasil”. Onde estivesse, a menina farejava o que ler. “Eu me vejo desde logo com um livro na mão”. Anos depois, construiria uma geografia pessoal ligada às palavras, na qual sebos, alfarrabistas e livreiros determinam os pontos cardeais, seja no Catete ou no Largo da Carioca (RJ), seja em Coimbra ou na Calçada do Combro, em Lisboa.

Aos 14 anos, a vinda para Fortaleza descortinou novos cenários: o mar, a tela do cine São Luís, o ingresso no curso de História, a hospedagem na Residência Universitária, as leituras do Pasquim e outros jornais de esquerda, as idas à periferia de uma cidade desigual e aos municípios de um estado que não olhava para o campo. A utopia de construir um partido. O casamento, aos 19 anos, com o menino mais bonito da UFC, usando um vestido indígena mexicano. O encontro com o MST. “Tudo aconteceu muito rápido na minha vida”, conta.

Mais que velocidade: energia, força em ação. Ou entusiasmo juvenil, coragem interna, destemor para o enfrentamento – chamem como quiser. Adelaide só defende utopias concretas. “Utopia não é o que o senso comum diz, algo irrealizável. Utopia é desejo. E as nossas utopias antecipam concretamente a possibilidade de mudar o mundo”. Ser uma militante social, amante de livros e professora da Universidade são utopias concretas que dizem respeito à insistência e à alegria de viver. “Isso de sermos teimosos, de não nos conformamos”.

SEMEAR LIVROS, PLANTAR BIBLIOTECAS

Dentre outras façanhas, a menina de Tauá é responsável pelo incrível charme do Plebeu Gabinete de Leitura, um oásis colorido no Centro de Fortaleza, com 15.000 livros e 50.000 documentos, que ela disponibiliza gratuitamente para todos os interessados. Funciona no prédio da ACI e adota um sistema não-proprietário de código aberto. Você vai, lê e deixa o livro no lugar, para que outros usufruam do mesmo prazer. Em outubro, o historiador português Fernando Catroga esteve por lá, palestrando sobre o livro e a biblioteca. Há lançamentos, debates e encontros. Além dos títulos próprios, o selo Plebeu está lançando, junto com editoras de São Paulo, obras como “O Homem e a Terra”, de Éliseé Reclus, grande geógrafo do século XIX e “Da Revolta à Revolução”, de Durruti, sobre a Revolução Espanhola. Recentemente, publicou o fac-símile de “Renovação”, escrito em 1919 por Maria Lacerda de Moura, uma feminista radical brasileira.

“A minha militância eu realizo através dos livros. É uma militância efetiva porque é também afetiva, vai me religando ao que há de melhor na humanidade”, resume a professora cujas aulas na Universidade se estendem, por vezes, das 14h às 18h, com um intervalo que ela esquece de conceder. “Eu sigo falando e falando. Certa hora, percebo que os alunos estão com fome e digo para eles saírem um pouco, mas que voltem, por favor”, ela ri. Apesar do entusiasmo, renega a “ideologia do produtivismo”. Os melhores professores não são os que produzem, mas os que bailam. E estes, Adelaide guarda na memória, com amor: Irmã Mendes, professora de Português em Tauá; Bartolomeu, mestre de Geografia do Farias Brito; Oscar, da improvável disciplina de OSPB; Luíza de Teodoro, Maria do Carmo e Manfredo Oliveira, já da fase universitária. Gente que ela viu “bailar em sala de aula”. B-a-i-l-a-r.

Acima de tudo, Adelaide não é uma mulher básica. O cabelo é muito bem cuidado por Roni, as pulseiras jamais ficam esquecidas em casa, os óculos e vestidos nunca são banais. “Sempre gostei de me enfeitar”, ela gargalha. Mesmo com a austeridade dos grupos de esquerda, que taxavam de comportamento pequeno-burguês qualquer coloridinho a mais. “O que prevaleceu, bem vistas as coisas, foi a minha imensa vontade de agir”. E-n-e-r-g-i-a. Avessa a qualquer forma de opressão, ela já foi madrinha da passeata gay de Fortaleza. Vaidosa, retoca o batom pelo menos três vezes durante a conversa. Se não fosse professora, como sempre foi, nem atriz, como já chegou a sonhar, seria viajante somente, dessas que moram em hotéis perdidos e misteriosos. Enquanto isso não acontece, Adelaide Gonçalves segue acreditando na liberação de energias utópicas em favor da construção de um novo mundo.

ENTREVISTA

VÓS: Como você define o Plebeu Gabinete de Leitura?

Adelaide: O Plebeu é uma biblioteca social aberta a todos os homens e mulheres de boa vontade, com uma única assertiva: que amem os livros. Ele nasce com essa característica e incorpora a missão de difusão da leitura. Não poderia ocupar outro lugar senão o Centro de Fortaleza, pelo argumento simbólico aqui existente. Temos um acervo modesto em quantidade de livros, mas estes são objeto da recolha paciente, de idas a muitos alfarrabistas, a muitas livrarias daqui e de fora. E também da ajuda generosa de amigos. Um livro chama outro, um livro pede outro, os assuntos vão se conectando, e essa é também a utopia de uma biblioteca: ela não termina nunca de se realizar.

VÓS: Mas o Plebeu ajuda a difundir a leitura também de outras formas.

Adelaide: Sim, estamos ajudando a montar outras pequenas bibliotecas, como por exemplo, a do Sindicato dos Comerciários. E também, no interior do Ceará, mandando livros a cinco lindas escolas públicas do campo, que estão criando as suas bibliotecas dentro dos assentamos do MST. Acredito no compartilhamento. Por mais que esse mundo tão desigual tenha insistido na descrença e na fragmentação da solidariedade, nós recuperamos essa palavra, esse vocabulário, aquilo que vem lá do século XVIII, a união, a cultura da vizinhança, a reciprocidade, a partilha. Acredito nisso: em tentar viver processos que sejam coletivos, que não digam respeito à projeção de um indivíduo.

VÓS: Isso tem tudo a ver com o que você acredita que seja a função do livro e a alegria da leitura.

Adelaide: Sim. É justamente essa a chave: a alegria da leitura. Sou pouquíssimo afeita à vida institucional como prisão. O Plebeu é um lugar alegre e bonito, para mostrar a quem chega que ler é um ato de abertura ao prazer. Outra das minhas alegrias é ensinar na Escola Nacional Florestan Fernandes, pertencente ao MST, em Guararema (SP), que tem uma belíssima biblioteca de 50.000 volumes, fruto da solidariedade e também do trabalho em conjunto de Sebastião Salgado, Chico Buarque e José Saramago, que doaram a renda do livro/CD “Terra” para o MST. A minha militância social se liga muito a essa dimensão educativa e cultural do Movimento, que é algo completamente ocultado no Brasil.

VÓS: Quando essa questão social passou a ser importante para você? Aliás, quando começou a doer?

Adelaide: Desde sempre. Eu nasci numa cidade pobre, embora nunca tenha tido dificuldades materiais. O lugar de onde eu venho e a cidade para onde eu vim, com suas evidentes injustiças, contribuíram para o afloramento de uma consciência social que eu devo também à leitura. Foram os livros que me conduziram a um completo desacordo com todas as formas de injustiça e de opressão. Como não acredito em vida após a morte, toda a minha dedicação e esperança é para fazer alguma coisa que ajude a mudar o mundo agora e aqui.

VÓS: Você faz peregrinações por livrarias?

Adelaide: Em qualquer cidade, ando muito em livrarias. Quando eu conheci Buenos Aires há anos, fiquei completamente possuída: como podia uma cidade cultivar tanto amor aos livros? As pessoas em lugares públicos, lendo! Poucas vezes tive uma alegria tão grande na vida quanto a primeira vez em que eu entrei na livrara El Ateneo, em Buenos Aires. Ou na livraria Lello, no Porto; Fuga, em Sevilha; Rosa de Fogo, em Barcelona; Roma, em Porto Alegre; Fígaro e Trovatori, em Curitiba… Ou naqueles pequenos e agoniados sebos de uma porta só, que fazem chegar até você o livro impossível. Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Madri, em Montevidéu, em Santiago do Chile…

VÓS: É verdade ou é lenda urbana a história de que houve uma época em que, não tendo mais espaço nas paredes por causa dos livros, você fixava os quadros no teto?

Adelaide: É verdade (risos). Os quadros ficavam no teto. Nessa mesma casa havia um quarto só da Frida Kahlo e um banheiro que eu desativei e tornou-se o quarto do Che.

VÓS: Qual era o teu sonho de infância?

Adelaide: Filha mais velha de uma família de quatro, me vi muito responsável desde cedo. Os sonhos eram pequenos. Meu pai era um barbeiro conhecido em Tauá, um colecionista de bizarrices. A barbearia dele tinha pássaros empalhados, rabo de cobra, casa de joão de barro, fotografia do Lampião, bolas prateadas feitas por ele com envoltórios de cigarro… Havia inclusive uma cadeira de barbeiro (risos). E o que é um salão de barbearia numa cidade do interior? É um lugar de encontros e de conversas. E eu, a partir dos quatro anos de idade, naquele pequeno gabinete de curiosidades, lia em voz alta para os fregueses assíduos, a pedido do meu pai. Era um constrangimento, mas hoje sinto um imenso carinho pelo orgulho que ele tinha de ver uma menina tão pequena ler e pontuar corretamente. Só muito depois eu compreendi esse orgulho, vindo de um homem que não frequentou a escola regular. Fui alfabetizada pelo meu tio Francisco, que era também um autodidata, e depois frequentei uma escola de freiras, por sinal uma boa escola, que valorizava o ensino da língua, o uso correto do vernáculo. Devo muito a elas. É verdade que me tornei uma criança chata (risos), porque não me permitia tirar uma nota menor que 10. O ideal mesmo era que tirasse 11. No entanto, é ruim ser o primeiro, muito melhor é ser o segundo.

VÓS: Mas o amor aos livros, você credita a quem?

Adelaide: Na minha memória de uma infância simples, o livro está presente sob variadas formas e em lugares inusitados. O meu avô, um homem muito bacana, tinha uma fazenda a uns 18 km de Tauá, aonde íamos sempre, um lugar maravilhoso, de banho de açude, de fartura, de moagem, de sentar no terreiro e descascar cana. Nessa fazenda, o primeiro livro que a minha memória registra, sem capa, aos pedaços, estava no quarto do meu avô, que era um homem de poucas letras. O livro é “Retalhos do Passado”, de Joaquim Pimenta, que narra a sua travessia do menino pobre de Tauá para Fortaleza. Nessa época, eu tinha uns sete anos de idade e a constrangedora mania de corrigir a fala das pessoas, inclusive dos compadres endinheirados do meu avô. Ele achava aquilo o máximo, ficava maravilhado (risos). Obviamente, hoje eu não faria isso, pelo imenso respeito que tenho para com os camponeses e o vocabulário da terra.

VÓS: O que você gostava de ler?

Adelaide: Lia de tudo: desde os clássicos da literatura até as revistas que as freiras do colégio assinavam, passando por fotonovelas e histórias em quadrinhos. Também adorava as histórias de Teresa, velhinha bem sertaneja, que sabia fazer bolos e contar “causos” como ninguém. Aquilo era leitura ouvida, hoje eu sei disso. Teresa foi um livro na minha vida. Outro fato muito bacana foi ter sido assistente da bibliotecária da minha escola. No meu caso, a leitura associou-se, desde cedo, a saber usar a palavra no modo da persuasão, do convencimento, não era um mero recurso retórico, balofo e vazio.

VÓS: E então você saiu de Tauá.

Adelaide: Cheguei em Fortaleza em dezembro de 1972, para estudar. Fiquei morando com uma tia na Rua Almirante Rufino. Fiz o primeiro ano na Escola Normal Justiniano de Serpa e o segundo na Escola João Pontes, duas experiências medíocres. E trabalhava no escritório de contabilidade do marido da minha tia. Apesar de ter muito o que fazer, dava tempo de olhar as vitrines das lojas, sempre fui louca por roupas e bijuterias. Em Fortaleza eu era muito danada e só namorei meninos lindos (risos). Fiz o terceiro ano no Farias Brito, onde se abriu para mim a perspectiva de uma militância de esquerda. Ao longo da vida, fui presenteada com essa sorte de encontrar pessoas completamente anti-convencionais, e foi para esse mundo que me dirigi, para as margens. Havia em minha casa uma ambiência que me fez ficar ciente do que acontecia no país. Minha tia Chichica era militante de esquerda e um tio comunista viajou para a União Soviética. Em Tauá, os padres todos eram estrangeiros e “vermelhos”, assim como o bispo Dom Fragoso. Quando li obras como “Germinal”, de Émile Zola; as “Vinhas da Ira”, de Steinbeck e “O Tacão de Ferro”, de Jack London – nossa! – aquilo me levou definitivamente para o curso de História e a militância de esquerda.

VÓS: Numa época muito efervescente.

Adelaide: Sim, um tempo muito rico. Tudo muito veloz, porque eu nunca fiquei parada, sempre tive muita energia, a cabeça em movimento. Entrei para o Projeto Rondon, num programa chamado Desenvolvimento de Comunidade, conduzido por pessoas muito progressivas. Éramos um grupo de estudantes que iam visitar os bairros de periferia de Fortaleza. Isso abriu um mundo de perspectivas para mim. Era uma época de descobertas, de leituras de jornais de esquerda. Em 78 ou 79, ingressei no Movimento Cearense Contra a Caristia, num grupo majoritariamente universitário e feminino. Íamos para os bairros à noite, defendendo as grandes bandeiras de então: salário mínimo unificado, escala móvel de salários, reforma agrária. Ajudávamos o povo a organizar as próprias pautas de reivindicações. Numa rua do Bairro Ellery, o problema era o esgoto a céu aberto. No Parque Potira, era a completa escuridão. Conheci mais profundamente o Dias Macedo, o Henrique Jorge, o Pirambu… Ainda como estudante de graduação, tendo lido muito Paulo Freire, participei das rodas de alfabetização no Pirambu. No mesmo período, entrei para a Prefeitura de Fortaleza como professora e fui ensinar em duas escolas do Pirambu. E aí muitas e muitas experiências foram aparecendo.

VÓS: Você tem um senso de humor muito peculiar. Como foi combinar isso com a sisudez da esquerda da época?

Adelaide: Os tempos eram difíceis, mas eu sempre tive muita vontade de viver, sempre fui dada à alegria. Gostava de ir à praia, de viajar, de ir teatro, ao cinema… De viver. E de viver a minha idade, o meu tempo. Era difícil, porque a militância consome imenso… E aqueles eram tempos de muita coisa ao mesmo tempo. Em 1979, entrei para o movimento de fundação do Partido dos Trabalhadores. Às vezes, passava meses no interior. Foi uma época de grande aprendizado, porque a promessa de utopia havia chegado, e não era uma ilusão, era uma convicção. Eu tive outra grande sorte na vida: fui de alguns agrupamentos, mas não participei de grupos organizados de esquerda, sempre tive o espírito livre. E qual foi minha grande felicidade? Ter ido ajudar a formar o Partido dos Trabalhadores no interior do Ceará: Tamboril, Novas Russas, Crateús, Monsenhor Tabosa, Ipu, Ipueiras, Novo Oriente, Palmácia, Pacoti, Sobral. Eu, bem jovem, com imensa responsabilidade, fazendo aquelas reuniões à noite, no mais longe do longe. Eram pessoas do campo a quem não havia sido dado nada, e que pediam tão pouco! Foi um sonho muito bonito. Eu era de Tauá, eu sabia do que estava falando. Anos depois, saí do PT, rompi com a forma partido, mas não há amargura nem ressentimento.

VÓS: Como grande viajante que você sempre foi, do que sente saudade quando está fora?

Adelaide: Das pessoas principalmente. Ser professora do Departamento de História me fez estar ligada a várias áreas do conhecimento: a Gastronomia, a Comunicação, a Arquitetura… Tenho grandes companheiros na Arquitetura, como o professor Liberal de Castro, um mestre para todos, e Clovis Ramiro Jucá, grande pesquisador e meu amigo querido. Eu gosto do Ceará, gosto de ser daqui. Adoro andar no Centro de Fortaleza… Tem muita cor, tem muita vida. Fico triste diante da destruição cotidiana da cidade, mas acho que devemos ser mais atrevidos, como eram os membros da Padaria Espiritual, no século XIX, como era a mocidade que peitou o oligarca Nogueira Accioly, no começo do século XX. Eram garotos, gente muito nova, a mocidade do Liceu. Essas pessoas se r-e-c-u-s-a-r-a-m. Nós devemos ser assim, luminosos, solares. Temos que organizar em Fortaleza o movimento dos sem calçada? Se for preciso, vamos organizar, para termos direito à caminhada. A calçada como passeio público é uma conquista da nossa humanidade. Então, quando me bate uma tristeza muito grande diante do que vejo, a primeira coisa que penso é: vamos fazer umas bibliotecas, vamos ler poesia, vamos botar livro para girar!

Fonte: http://www.somosvos.com.br

Por: Brenno

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